DaFoL
20/08
28/08
09/09
24/09
25/10
26/12
27/05
Dois detalhes
Descobri de novo todos os prazerzinhos de Paris que me pareciam normais antes : sentir-se em segurança na rua em qualquer hora, mesmo andando com dinheiro, celular ou objetos de valor, ter ao seu redor prédios e monumentos lindíssimos, encontrar na rua pessoas falando chinês, inglês, alemão, finlandês ou... português! E tem também os “velib”, aquelas bicicletas que a prefeitura coloca a disposição dos parisienses (e dos turistas... mas eles devem pagar, claro!) É só chegar numa estação (tem em qualquer lugar) pegar um “velib”, ir onde você quer e deixar numa outra estação depois. Prático, rápido e bem legal no verão!

Pensando bem, eu acho Paris uma cidade quase perfeita. Admito que não pensei isso no outro dia, quando paguei 5€ (R$13!) para um copinho de suco de laranja. Claro que é melhor convidar os seus amigos em casa para tomar umas cervejas ou um vinho... Eu disse: Paris é uma cidade QUASE perfeita.

* * * * *
Porém, não tenho certeza de estar mais feliz aqui do que lá no Brasil. Aliás, tenho certeza que não. Sinto falta de duas coisas.

Aqui, me parece que não tem nada de calor humano. As pessoas se assustam se você toca nelas e qualquer um que dá um carinho a uma criança pode ser acusado de pedofilia. A gente dá beijinhos para cumprimentar os seus melhores amigos, e apenas fala um “Oi” com distância para os colegas da faculdade. Numa reunião, numa festa o no fim dum dia de trabalho, antes de ir embora, é só abanar gritando um “tchau” geral, ou simplesmente fazer uma discreta saída francesa. Ninguém se abraça! Gente fria! O pior é que eu também era assim um ano atrás!

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A segunda coisa que me falta é rir. Acho que raramente passou um dia em Porto Alegre sem eu rir, dum riso verdadeiro e sincero. Era só tomar uma cerveja com Vinícius o escutar uma bobagem do Santiago. Aqui, nem lembro quando ri pela última vez. Não foi ontem! Nem sei se aconteceu desde que voltei. Gosto muito dos meus amigos daqui, passei muito bons momentos com eles nesse último mês... mas a gente quase nunca dá risadas. Os franceses são simpáticos. Mas eles não são muito divertidos, nem muito alegres. Às vezes aparece um sorrisinho no rosto de alguém quando ouve uma notícia muito boa, ou quando um outro contou uma piada MUITO engraçada. Mas há tempo que não ouço um riso. Quase me esqueci do som que fazia.